Hipocondria: Quais os sintomas e como tratar?

O hipocondríaco, basicamente, é toda pessoa que tem preocupação excessiva com doença. Entenda melhor os sintomas e veja como tratar.

A hipocondria caracteriza-se pela preocupação excessiva com doenças e leva ao medo com relação à saúde, transformando-se num verdadeiro transtorno de ansiedade para a pessoa.

Estudos revelam que os hipocondríacos tendem a ficar presos em um ciclo, ou seja, quanto mais se preocupam com os sintomas, pior eles ficam. São muito conectados com as sensações corporais, mesmo uma pequena dor pode ser um indicativo de que algo muito errado e terrível está acontecendo com eles.

A hipocondria afeta muitas pessoas e pode causar muitas dificuldades ao longo da vida. Vamos compreender como ela surge e como tratar.

Como surge a hipocondria?

A hipocondria, de acordo com a Associação Americana de Psicologia, costuma surgir a partir dos 20 anos, mas pode ser antes, geralmente desencadeada por uma situação médica que a pessoa, alguma perda, até mesmo em virtude de doença de alguém da família ou amigos.

Experiências com uma doença grave na infância, por exemplo, pode levar a pessoa a experimentar sensações físicas assustadoras, na vida adulta.

Não há muito padrão para o aparecimento ou desenvolvimento do transtorno, ele pode tanto diminuir quanto aumentar, tornando-se muitas vezes bem severo em períodos de maior estresse. Pode surgir tanto nos homens quanto nas mulheres.

As situações que envolvem o dia a dia de um hipocondríaco, muitas vezes são muito hilárias, envolvem histerias e contradições, mas o fato é que a hipocondria é um distúrbio real, psiquiátrico, e seus efeitos podem ser desagradáveis.

Quais os sintomas da hipocondria?

O principal sintoma é a preocupação obsessiva e quase irracional de ter uma condição médica séria, uma ansiedade da doença. 

Há uma característica bem específica dos hipocondríacos: além de se dedicarem à própria doença, eles a vivem buscando informações com as pessoas ou investigando pela internet sobre os sintomas que sentem. Tendem a exigir ou sugerir que os médicos solicitem determinado exame, como se fossem os verdadeiros “especialistas”.

É comum  falarem sobre a doença, aliás, falar de doença é o principal assunto. Como já pesquisaram muito sobre determinada patologia, tendem a dar palpites e diagnosticar as doenças dos outros.

Alguns hipocondríacos reconhecem que seus medos excessivos não fazem sentido, mas os sintomas são involuntários e incontroláveis. 

O hipocondríaco tem convicção permanente de que está com sintomas de uma doença grave. Não é uma preocupação comum com a saúde, que seria natural, principalmente quando o corpo dá sinais quando as coisas não estão bem, para que se possamos ligar o alerta. 

Essa ansiedade pode consumi-lo com tanta preocupação e angústia que acaba levando-o a incapacidade real. É comum os médicos compararem a hipocondria com o transtorno de ansiedade, principalmente o transtorno obsessivo-compulsivo. 

O transtorno de ansiedade é evidenciado quando a pessoa:

  • Preocupa-se de ter ou sofrer uma doença grave;
  • Não tem sintomas físicos, ou são leves;
  • Tem preocupação excessiva com uma condição médica;
  • Adota comportamentos irracionais relacionados à saúde;
  • Evita ir ao médico, para não terem o diagnóstico de uma doença grave.

Embora os hipocondríacos possam pensar que pesquisas na Internet ou testes de laboratório os deixarão tranquilos, isso nunca é o suficiente. 

Como diagnosticar e quais as formas de tratamento?

Quando os sintomas são muito paralisantes e atrapalham a vida da pessoa, é importante procurar um médico para melhor condução do tratamento. 

Podemos dizer que, somado a uma medicação adequada, o hipocondríaco encontra na terapia um forte aliado. O mais importante é encontrar a chave que interrompa o ciclo de preocupação e verificação, uma dos principais aspectos da doença. 

Na relação com o médico, contudo, é fundamental que haja honestidade por parte do paciente, avisando sobre seu quadro de ansiedade, e aceitando acompanhamento periódico. Muitos hipocondríacos não aceitam bem a ideia de quem tem ansiedade, sendo necessário o apoio de algum familiar.

Nas terapias comportamentais, os hipocondríacos podem aprender a mudar seu comportamento. O principal no tratamento é melhorar os sintomas promovendo maior capacidade funcional no dia a dia da vida.

A terapia pode ajudar a:

  • Identificar quais são as preocupações de ansiedade em saúde;
  • Aprender a olhar de outra maneira para as sensações do corpo;
  • Mudar o pensamento;
  • Aprender a lidar melhor com ansiedade e estresse;
  • Aumentar a consciência sobre os impactos das preocupações no comportamento.

 

Como a ansiedade da doença pode dominar a vida de um hipocondríaco ao ponto dele ficar debilitada, é importante que haja também ações de autoajuda, que podem incluir desde aprender as técnicas para gerenciamento de estresse e relaxamento quanto simplesmente evitar pesquisas online, que agravam o quadro de ansiedade.

 

E atenção: Se você está preocupado com sua saúde, o melhor a fazer é consultar seu médico. 

Precisando de apoio, conte conosco!

 

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